De desconhecido a ídolo: Cvitanich, a máquina de gols no Nice

A relação entre clubes franceses e jogadores argentinos sempre foi muito próxima. O PSG, por exemplo, tem no seu hall de ídolos Carlos Bianchi e a torcida nutre muito carinho por Javier Pastore, que até não atingiu o nível técnico esperado, mas entregou muita dedicação e identificação com a camisa. No Monaco, a referência é Marcelo Gallardo, líder técnico do time no fim dos anos 90. Já no Marseille, todos no Vélodrome lembram de Lucho González, figura histórica na quebra do jejum de títulos em 2010. No Nice, essa história começa com um hermano que era um ilustre desconhecido antes de chegar a França.

Darío Cvitanich foi um atacante de algum destaque na Argentina, mas nada que saltasse aos olhos. Teve uma experiência na Holanda antes de pousar na Riviera, onde também não empolgou. Só que a “tempestade perfeita” aconteceu e o casamento deu certo. Super Darío, como ficou conhecido, empilhou gols, se entregou de corpo e alma e deu alegrias a uma torcida que voltou a ver seu time num torneio europeu depois de muitos anos.

Nos próximos parágrafos, recordamos a incrível trajetória de Cvitanich com a camisa rubro-negra do Nice:

Quase croata e quase campeão

Não estranhe o sobrenome. Cvitanich nasceu em Baradero, na província de Buenos Aires, em 1984, mas a origem dele é croata. Um dos bisavós nasceu no país europeu – foi essa descendência “distante”, aliás, que o impediu de defender a Croácia décadas mais tarde. A formação como atleta foi no Club Atletico Baradero e no Club Sportivo Baradero, até despontar no Banfield, a partir de 2001.

Ano a ano, Cvitanich foi ganhando espaço até chegar 2007. Marcou 12 gols naquele período entre Campeonato Argentino e Taça Libertadores e se tornou uma das referências técnicas da equipe, que ainda estava distante de fazer frente às demais forças do país, como o Boca Juniors.

Foto: Diario Popular / Divulgação

No ano seguinte, a fonte de gols continuou ativa e Cvitanich terminou as duas fases do Campeonato Argentino com 19 bolas nas redes. Com 13, foi o goleador máximo do Clausura e se credenciou para uma transferência ao Ajax, na temporada 2008/09. Dario desembarcou na Holanda para substituir Huntelaar, goleador do clube neerlandês que havia se transferido para o Real Madrid. 

Foi nessa época que quase se tornou companheiro de seleção de Ivan Rakitic e Luka Modric. Houve interesse mútuo, mas a FIFA barrou a naturalização do então novo atacante do Ajax.

Entre minutos como suplente e uma lesão que o tirou de combate por um mês, o atacante argentino foi embalar apenas no final de 2008, quando marcou em três jogos seguidos. Contra o Ado den Haag, inclusive, fez três na vitória por 3 a 0, todos com assistência de Luis Suárez.

O brilho no fim de 2008, porém, foi apenas uma curva ascendente de uma temporada de estreia apagada em gramados europeus. Cvitanich encerrou o primeiro ano na Holanda com modestos nove gols e o Ajax amargou uma indigesta 3ª colocação na Eredivisie. O cenário não mudou na temporada seguinte e com quatro bolas nas redes, Darío não tinha outro caminho que não fosse buscar novos ares. “Meu primeiro ano no Ajax foi muito bom. Depois houve mudanças na comissão técnica, o técnico foi substituído. Tive a impressão de que não havia mais perspectivas para mim, então preferi ir embora”, disse Cvitanich.

Vieram Pachuca e Boca Juniors na sua vida, com 20 gols no México e outros dez no país natal, sempre por empréstimo do clube holandêsl. Mas nenhum lance com a camisa Xeneize ficou tão marcado na carreira de Cvitanich do que uma bola que não terminou dentro da meta adversária

No jogo de ida da final da Libertadores de 2012, o Boca empatava com o Corinthians, em La Bombonera, por 1 a 1, quando aos 46 minutos do segundo tempo, uma bola no travessão se apresentou ao centroavante na pequena área para desempatar a peleja. Darío se esticou para tocar na pelota do jeito que dava e mandou para fora. O lance fez falta e o time brasileiro ergueu o troféu na partida de volta ao perder no Pacaembu por 2 a 0.

Olá, França!

Passada a frustração com o vice continental, chegou a hora de respirar novos ares e o país a abrir as portas para Cvitanich foi a França. O Nice desembolsou cerca de 400 mil euros para contratá-lo junto ao Ajax, após um trabalho coletivo do scout do clube

“A unidade de recrutamento o conhecia pelo nome. Serge Recordier e Jean-Philippe Mattio [membros do Departamento de Futebol do clube] o acompanhavam desde os tempos de Banfield, muito antes da transferência para o Ajax. Eles pararam de segui-lo depois que ele partiu para a Holanda. Tempos depois, estava assistindo a um jogo do Boca Juniors e o achei interessante. Falei com Serge, que estava no mesmo escritório, e ele confirmou que a célula o conhecia pelo nome. A partir daí, todos começamos a assistir os jogos dele. Éric Roy [diretor de futebol] chegou a visitá-lo na Argentina. Devemos ter assistido uns 15 jogos dele. Todos nós éramos unânimes quanto à qualidade do jogador”, contou Romain Stevenon, chefe do setor de recrutamento, ao So Foot.

No dia 4 de agosto de 2012, Cvitanich teve o primeiro contato com a torcida rubro-negra. Foi no intervalo do amistoso do Nice contra o Fulham. Com um cachecol do clube envolto do pescoço, o argentino viu seu novo time, treinado pelo experiente Claude Puel, deixar uma impressão ruim aos mais de 3 mil torcedores que assistiram a partida no Stade du Ray, ao perder por 4 a 0.

A estreia de Darío, porém, ainda precisou enfrentar um entrave burocrático. Os Aiglons não conseguiram inscrever o argentino pois haviam estourado o limite de estrangeiros. Na época, a Croácia ainda não havia entrado na União Europeia, então, o passaporte croata dele entrava na conta dos “não europeus” do clube. Foi preciso negociar o também argentino Fabián Monzón com o Lyon para abrir espaço e inscrevê-lo.

Por isso, Cvitanich viu das bancadas a derrota pro Ajaccio, por 1 a 0, e os empates com Valenciennes e Lille nas primeiras rodadas da Ligue 1, até enfim estar apto para enfrentar o Bordeaux, no dia 2 de setembro, no Chaban-Delmas.

O alvo

Dizem que é a primeira impressão a que fica. No caso de Cvitanich, esse velho ditado popular não valeu. Os vários gols que marcariam a caminhada em terras francesas vieram depois de criar, talvez involuntariamente, confusões que culminaram com expulsões de zagueiros adversários.

O primeiro episódio foi logo na estreia, contra o Bordeaux. Aos 19 minutos do segundo tempo, ele foi lançado em profundidade e explorou uma indecisão entre o zagueiro Laminé Sané e o goleiro Cédric Carrasso para tentar roubar a bola. Darío trombou com o arqueiro adversário e provocou a ira de Sané, que discutiu rispidamente com o argentino e deu um tapa no estreante da noite. Cvitanich recebeu o cartão amarelo, enquanto o defensor do Bordeaux foi expulso.

Foto: David Thierry / SudOuest

Vinte dias depois, na visita ao Lorient, aconteceu uma cena semelhante. Grégory Bourillon entendeu que Cvitanich tinha pisado nele em uma disputa na grande área. O zagueiro tentou revidar e deixou o cotovelo no rosto do argentino quando ele se justificava. Acabou expulso também.

Esse começo tumultuado e sem gols deu a Darío uma breve fama de “provocador” em terras francesas.

Cvitanich desencanta

Os primeiros gols de Darío com a camisa dos Aiglons vieram no dia 26 de setembro, em compromisso contra o Brest, pela Copa da Liga. Na ocasião, Claude Puel mesclou a formação titular, mas manteve Cvitanich, que aproveitou o jogo recheado de gols para desencantar com duas bolas nas redes antes mesmo do intervalo. 

O primeiro veio aos 38 minutos. Meriem cobrou falta na área, Civelli escorou para o poste contrário e encontrou Cvitanich livre para deslocar o goleiro de pé direito. Seis minutos depois, ele aproveitou um cruzamento de Pied, emendou de primeira e fez o segundo dele, terceiro do Nice, que venceu aquela eliminatória por 4 a 2.

Os dois gols contra o Brest deram o impulso que o camisa 12 precisava para deslanchar na temporada. Nos quatro jogos seguintes, foram três gols – contra Bastia, Stade de Reims e Montpellier. E só não foram quatro porque Cvitanich desperdiçou um pênalti no empate por 1 a 1 com o Saint-Étienne. 

Nesse período, o Nice pisava em ovos na classificação. Era apenas o 15º colocado e olhava mais para baixo do que para cima, numa campanha muito irregular, com muitos empates (seis) e apenas uma vitória em dez rodadas.

Após essa primeira parte da temporada, o time de Puel deslanchou, e com Cvitanich sendo a referência do ataque. Longe de ser um mero “empurrador de bolas para as redes”, o argentino construía. Saía da área, fazia pivô, abria espaços… Era uma peça que se complementava, especialmente, a Bauthéac e Eysseric, que davam um toque de velocidade e habilidade no setor de criação.

Até o fim do turno, na virada de 2012 para 2013, foram seis vitórias, dois empates e uma única derrota, catapultando o Nice até a 9ª colocação. Darío balançou as redes sete vezes, somando dez gols no turno inteiro. Uma das vitórias marcantes desse período foi o 2 a 1 sobre o PSG, de Carlo Ancelotti, no Stade du Ray. Cvitanich não balançou as redes, mas teve participação fundamental no primeiro gol. Ele briga por uma bola no bico da grande área, deixa Pastore para trás, dá um drible desconcertante em van der Wiel, deixa Thiago Silva no chão e vê a bola sobrar para Bauthéac, que finalizou duas vezes para marcar.

Classificação histórica

O ano de 2013 começou com Cvitanich mantendo a veia decisiva. O primeiro jogo foi na eliminatória contra o Metz, pela Copa da França. Poupado, o argentino entrou no decorrer da partida e serviu Eysseric duas vezes, já na prorrogação, e foi peça-chave na vitória por 3 a 2.

A caminhada na Copa da França terminou 15 dias depois, com Super Darío saindo do posto de herói para vilão. Com o Nice perdendo em casa para o Nancy, por 2 a 1, ele empatou a partida no estouro dos acréscimos do segundo tempo. Porém, ele foi o primeiro a jogar para fora um dos pênaltis na disputa da marca da cal, que terminou com a eliminação dos Aiglons.

Na Ligue 1, porém, Cvitanich começou bem e balançou as redes duas vezes na goleada sobre o Valenciennes, por 5 a 0. Nos dois jogos seguintes, ficou em branco contra Lille e Bordeaux, até que veio o duro golpe, na vitória por 2 a 0 sobre o Brest. O argentino se lesionou antes dos 15 minutos e precisou ser substituído. O problema muscular na coxa o tirou de combate por um mês e meio.

O retorno, mesmo que demorado, valeu a pena e Cvitanich foi peça-chave numa arrancada que teve cinco vitórias nos nove jogos finais da temporada. Foram sete gols naquela sequência, a maioria deles abrindo ou decidindo placares. E teve até uma obra de arte. No 3 a 0 sobre o Sochaux, na 32ª rodada, Super Darío aproveitou uma saída de jogo errada do time adversário, ficou no mano a mano com o zagueiro e deu um caprichoso toque por cobertura para marcar um de seus mais belos gols com a camisa rubro-negra.

Cvitanich finalizou a temporada com 19 gols, a mesma marca de Aubameyang, à época vestindo a camisa do Saint-Étienne. Somente Ibrahimovic, com 30 bolas nas redes, fez mais. Esse desempenho estupendo levou o Nice até a 4ª colocação na rodada final da Ligue 1, carimbando passaporte para a eliminatória da Liga Europa na temporada seguinte. A última aparição continental do time tinha sido na antiga Copa da UEFA em 2004/05.

“Foi um ano histórico. No nível pessoal, é um prazer ter tido uma temporada assim. Ninguém me conhecia na França quando assinei. Com trabalho e humildade, todos nós conseguimos ter sucesso nesta grande temporada”, disse ao L’Equipe durante as férias na Argentina.

Polêmicas públicas

Na mesma entrevista em que explanou sobre a felicidade com o desempenho com a camisa do Nice, Cvitanich também expôs uma insatisfação com o clube. Ele falou em promessas não cumpridas e da espera por uma ligação da diretoria para conversar sobre o próximo ano. “O clube recebeu ofertas muito importantes, mas minha prioridade é o Nice. Vendo que não há nenhum gesto da parte deles, não sei o que pensar”, disse. “Eu tive um bom campeonato, parece que eles já esqueceram”, completou.

A bronca chegou até às redes sociais e Cvitanich expressou o descontentamento com a diretoria a partir do seu perfil no Twitter. Questionou as renovações de outros jogadores, como Civelli, Digard e Bauthéac e respondeu aos seguidores que ninguém no clube atendia o telefone.

A situação só foi contornada semanas depois, quando o elenco já estava em pré-temporada e o argentino pôde conversar olho no olho com a comissão técnica. “É sempre melhor conversar diretamente um com o outro. Agora está tudo claro entre nós”, disse o argentino.

Passada a confusão extracampo, Cvitanich, enfim, pôde se concentrar no que interessa: jogar bola. Suspenso na estreia contra o Lyon, o argentino debutou na segunda rodada da Ligue 1 balançando as redes na vitória por 2 a 1 sobre o Rennes. Um bom aquecimento para os dois jogos decisivos que viriam pela frente, na Europa League.

O Apollon Limassol, do Chipre, foi o time a cruzar o caminho de Darío e companhia. Favoritismo francês? Talvez Claude Puel contasse com isso, ao ponto de iniciar a partida de ida com Cvitanich e outros nomes importantes do ano anterior (como Abriel e Bauthéac) entre os reservas. Dentro de campo, essa se mostrou a pior decisão possível.

Levando o jogo em “banho-Maria”, o Nice foi surpreendido aos 9 minutos da etapa final, quando Gastón Sangoy cobrou falta lateral direto pro gol. O quique da bola enganou Ospina, que poderia ter feito coisa melhor, e colocou os cipriotas em vantagem.

Atrás no placar, Puel acionou a cavalaria e tirou Cvitanich e Bauthéac do banco. O argentino logo de cara quase empatou, num chute rápido na grande área. Mas Sangoy voltou a aparecer, marcou mais uma vez aos 18 minutos e deixou o Nice em maus lençóis com dois gols de desvantagem. Super Darío até conseguiu marcar uma vez, mas estava em flagrante posição de impedimento e a jogada foi invalidada.

Na volta, o Stade du Ray, em seus últimos dias de uso antes da inauguração da Allianz Rivièra, estava pulsando em busca de uma remontada. Essa reação deu sinais de que poderia acontecer, quando Cvitanich colocou o Nice em vantagem logo aos 3 minutos de jogo. Mas a reação parou por ali mesmo. Foram inúmeras chances de gol perdidas, pressão durante os 90 minutos, mas nada de vir o 2 a 0 que forçaria o tempo extra. O sonho europeu do Nice terminou no dia 29 de agosto de 2013.

Mais um feito histórico

A precoce queda na Liga Europa foi mais frustrante ainda porque menos de um mês depois do fatídico jogo de volta contra o Apollon Limassol, o Nice abriu as portas da Allianz Riviera. Calhou que o jogo de inauguração foi pela Ligue 1, contra o Valenciennes, na 6ª rodada. Construída em dois anos, a nova casa dos Aiglons teve custo de 243,5 milhões de euros e capacidade para mais de 36 mil pessoas.

E como uma história bem feita, calhou de Cvitanich ter a marca de ser o autor do gol inaugural do estádio. Aos 32 minutos do primeiro tempo, um toque de mão na grande área resultou em um pênalti convertido pelo argentino. Dificilmente algum dos 19 gols da temporada anterior tenha sido tão especial quanto esse que abriu a goleada por 4 a 0.

A queda e o adeus

As semanas seguintes após inauguração da nova casa continuaram com gols para Cvitanich, todos na Allianz Riviera. Guingamp, Marseille e Bordeaux anotaram nas suas contas bolas nas redes de autoria do argentino. Porém, a reta final de 2013 marcou o início de uma queda de rendimento que terminaria com o adeus de Super Darío no ano seguinte. O camisa 12 finalizou a primeira metade da temporada com uma seca de seis partidas. 

A má fase do principal goleador da equipe coincidia com uma temporada errática dos Aiglons. Acumulando mais derrotas do que resultados positivos, o Nice finalizou a primeira metade do Francês na modesta 14ª colocação.

O jejum de gols do argentino foi quebrado na eliminação na Copa da Liga, na derrota por 4 a 3 para o Nantes, e Cvitanich parecia que manteria o bom ritmo ao marcar na partida seguinte da Ligue 1, na vitória por 2 a 0 sobre o Ajaccio. Só que o tento anotado contra o time da Ilha da Córsega foi emblemático, porque foi o último do argentino naquela temporada.

Dali pra frente, ele esteve em campo na maioria das partidas, quase sempre como titular, e mesmo assim, não conseguiu balançar mais as redes. O Nice também não deu motivos para animar. Terminou na 17ª colocação, uma acima da zona de rebaixamento, e só não caiu porque o Sochaux perdeu a última partida.

Era o “início do fim” da caminhada de Cvitanich. A temporada 2014/15 era a do último ano de contrato dele. Em tom bem diferente das férias anteriores, o argentino deu uma entrevista afirmando que cumpriria o vínculo com o Nice e elogiou os torcedores pelo apoio incessante, mesmo com a campanha ruim na Ligue 1 anterior.

Foto: L’Equipe / Divulgação

Disposto a dar mais dignidade ao torcedor, Cvitanich começou bem a temporada e marcou duas vezes, logo na estreia, na vitória sobre o Toulouse. Porém, as lesões começaram a acompanhá-lo. Ele perdeu os dois jogos seguintes, retornou na derrota por 4 a 0 para o Marseille e se lesionou novamente na rodada posterior. Uma ruptura na panturrilha o deixou no estaleiro por um mês e meio.

Na volta, marcou mais duas vezes, uma pela Copa da Liga e outra pela Ligue 1, mas já não tinha o mesmo espaço no time de Puel, que também pisava em ovos para encontrar a melhor formação enquanto a equipe acumulava tropeços.

Esse cenário, somado ao fim do contrato, aumentaram os rumores da saída do argentino, o que se concretizou nos primeiros dias de janeiro de 2015. O Pachuca foi o destino de Cvitanich, que se despediu dos torcedores em uma carta aberta:

“A todos os torcedores do Nice e meus colegas, escrevo esta carta hoje para informar da minha saída. Infelizmente, não tive oportunidade de anunciar pessoalmente, mas imagino que vocês sejam informados do destino, que é o México. Então, uma nova aventura começa para mim! Sou muito grato a vocês por todo o amor que me deram e transmitiram durante esses dois anos e meio. Às vezes, a vida e o futebol vão tão rápido que fica muito difícil, então você escolhe outros caminhos. Agradeço muito por me fazerem sentir em casa. Por motivos que não são meus, preciso sair e dar lugar aos jovens. Para ser honesto, senti que o clube não contava mais comigo nesse novo projeto. Nice é muito mais do que um clube para mim, como vocês sabem, e o amor que vocês me deram permanecerá para sempre no meu coração. Espero voltar em breve e me despedir de vocês, como vocês merecem. Um grande obrigado e até logo. ISSA NISSA”

Cvitanich construiu em sua rápida história no Nice um currículo de 36 gols em 76 partidas. Até o ano da despedida, foi o goleador do clube no século. Com gols e identificação, se tornou um ídolo da torcida e faz com que os gritos de “olê, olê, olê, olê, Dario, Dario” continuem ecoando pelas ruas da Riviera francesa.

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